Situação atual e para onde caminha o mercado consumidor de Frutas, Flores, Legumes e Verduras

A PMA Brasil , que representa do setor de FFLV (Flores, Frutas, Legumes e Verduras), a discussão foi em torno da análise sobre a “Situação atual e para onde caminha o mercado consumidor de Frutas, Flores, Legumes e Verduras.”

O debate procurou saber como anda a realidade do setor e as estratégias que algumas empresas da cadeia varejista, distribuídas pelo País, estão tomando para sobreviver aos problemas que o isolamento social tem causado.  

“O Ceará foi um estado fortemente atingido, principalmente por causa das normas complicadas, que funcionam de forma diferente em cada município. Mas estamos vendendo bem para o momento, se levarmos em conta que estamos lidando com a insegurança coletiva do medo do contágio, tanto por parte dos nossos clientes, quanto dos colaboradores”, revela Honório Pinheiro, presidente do supermercado Pinheiro.

Para isso, a sua rede precisou fazer alguns ajustes como: fechar a área de gastronomia da loja, que era tão representativa quanto o FLV (Frutas, Legumes e Verduras), e focar mais em CRM para obter contatos mais qualificados; concentrar mais forças na venda dos produtos veganos, entre outras medidas de segurança e higienização.

Para Josiano Saqueti, presidente do Hippo Supermercados, em Florianópolis (SC), também é preciso aprender a lidar com o fato de que o consumidor mudou de comportamento e que, portanto, os trabalhos no varejo vão precisar se adequar. “Todos nós passamos a ter uma preocupação maior com a segurança do produto que será levado para casa. Por isso, procuramos oferecer sempre a maior quantidade de informações possíveis, nas redes sociais e demais comunicados, além de considerar o aumento dos cuidados com as embalagens, inclusive para armazenar melhor os alimentos FLV, vendidos antes a granel”, esclarece Saqueti.

Por conta de todos esses cuidados com a higiene e a alimentação, que também cresceu, Saqueti destacou que a procura pelos cítricus dobrou em sua loja. “Certamente, depois de tudo isso, o consumidor deve continuar querendo se alimentar de uma forma mais saudável, como forma de manter a imunidade do seu corpo”, destaca.

Já o setor de flores é o que mais tem sofrido dentro do FFLV, lembrou Thamara Helena de Almeida D´Angieri, gerente de marketing e comunicação da Cooperativa Veilling Holambra. “Sentimos um impacto agressivo demais, desde o dia 10 de março (após o Dia da Mulher). De 20% no faturamento fomos para zero, durante semanas. Mas agora, aos poucos, esperamos retomar pelo menos um pouco, com a chegada do Dia das Mães, e a ajuda do setor supermercadista, que será fundamental, ao espalhar os nossos produtos pelos seus principais pontos de venda”, ressalta.

Além disso, a sua cooperativa pretende começar a vender as flores pelo e-commerce e se preparar, juntos com os parceiros lojistas, para este próximo passo. “Em tempos de contágio, as pessoas precisam saber que as flores não são um problema, e que é preciso ter cuidado de higienização com as suas embalagens, como acontece com qualquer outro produto. Na verdade, as flores ajudam a devolver um oxigênio mais limpo para o ambiente”, esclarece D´Angieri.

Em função desse novo cenário, Luiz Ferreira, diretor comercial do supermercado Nordestão, no Rio Grande do Norte, acrescentou que se por um lado a frequência nos supermercados diminuiu sensivelmente, pelo outro, o hortifrúti, por ser altamente perecível, tem sido o mais o procurado, inclusive pelo e-commerce. “Em tempos de pandemia, o FLV tem sido o rei, com as saladas prontas, frutas e legumes embalados, sendo vendidos cada vez mais. Ou seja, está havendo uma mudança evidente no comportamento do consumidor brasileiro”, conclui.  

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